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terça-feira, 12 de julho de 2011




Um vento frio no rosto, vindo da janela e uma lembrança.
Eu que tinha ficado tão distante, queria reaproximação. Queria coração acelerado, olhares certos, mil pensamentos e só uma pessoa. Queria, desejava e pedi. Pedi por dentro, sabe? Com a vontade de uma criança que escreve uma cartinha pro papai Noel. Uma vontade tamanha, que eu seria capaz de correr o mundo atrás disso, naquele momento. Comecei a acreditar nessas coisas de pensamento forte, no poder que a gente tem quando pede com vontade, ao natural.
Parece que quando a gente quer de verdade e vale à pena, as coisas fluem mais fácil.
E me peguei ali, com um sorriso bobo, sem ligar pros que me olhavam ao redor. Deviam estar me achando louca... Tolos!
O pensamento voou pra bem perto. Perto de mim, tão perto que não foi necessário muito esforço. Abri a porta e lá estava o meu presente, já desembrulhado, sem surpresas, acompanhado de um sorriso e um abraço apertado. Senti um cheiro bom de cereja, aquele cheiro vinha acompanhado do gosto da saudade indo embora.
Agarrei meu presente junto à mim pra senti-lo melhor. No cartãozinho, assinado por um tal de Papai do céu, vinha escrito:
Aproveita, talvez tenha validade, talvez seja imperecível. A única certeza é que é imprevisível.”
E o fiz, e o faço.
O presente que eu tanto pedi, tem sido meu. Presente do coração, do tempo, da vida, de Deus.