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terça-feira, 27 de julho de 2010

Auto-critica sintonisada


Não, eu nunca fui a líder de torcida, nem a mais cobiçada do colégio.
Nem era a rebelde sem causa que tocava fogo nas latas de lixo, ou que fazia um arco-íris no cabelo pra demontrar singularidade.
Sempre confiei na minha capacidade intelectual, por isso, nunca puxei saco de professores e preferia sentar no funda da sala, porque lá, ficava mais perto do Sol, e das árvores, da rua e longe das hipocrisias.
Sempre fui de discutir e de argumentar, mas não era presidente do grêmio e muito menos a aspirante á Marina Silva. Era mais do tipo que dava a introdução, desenvolvimento e conclusão nos trabalhos apresentados. E era sempre eu quem pedia e argumentava aos superiores, sempre tive dom pra lidar com pessoas.
Nunca me envolvi em brigas ou escândalos, e era bem odiada sim. Mais pela minha indiferença.
Todo mundo sempre soube quem eu era, mas nunca me importei.
Sempre fui mais daquele tipo que faz o que quer, e sempre andei com quem eu queria. Preferia ficar com pessoas que me acrescentavam, e mesmo que não me acrescentassem ao menos sempre fiquei com as pessoas pelos que elas eram e não pelo que elas pareceriam.
Fazia minhas bagunças na porta da escola com os inspetores e sempre que queria alguma coisa, conseguia porque sempre soube argumentar. Sempre fui de tomar uma cerveja e bater papo de menino com as meninas, e papo de menina com os meninos. Sempre ria quando tinha vontade.
Nunca fiquei com o mais bonito da escola, e detestava aqueles que exibiam status. Aliás, detestava os "urubus" do status.
Sempre fui daquele pensamento em que, as pessoas deve aparecer pelo seu brilho próprio, e não pela sombra dos outros.
Sempre fui fiel com as amizades. Mais até do que deveria, porque não se deve esperar nada de nada que seja da raça humana. Não posso esperar nada nem de mim mesma.
Porque até eu mesma me decepciono. Tenho medo de falhar, e me contentar com as tardes pequenas de domingo.
Sempre quiz mudar o mundo. Desde pequena. E o ser humano sempre me fascinou pela sua capacidade natural de atuação e adaptação.
Atuamos pra viver e vivemos pra nos adaptar. É natural. É mágico.
Sempre tive fé. Não sei porque, mas sempre carreguei isso comigo. Sempre acreditei que as pessoas podem mudar, que o mundo pode mudar e peço todas as manhãs que eu seja mais capaz de perdoar e ajudar.
Mesmo sabendo que só encontraremos oque procuramos quando aprendermos a amar. E afinal de contas, é isso que todo pensante procura, amor.
O amor, é a lingua que eu falo, e que eu escuto.
Acredito em espíritos, e no sobrenatural. E acredito que os animais tem uma linguagem própria e pura entre eles; acredito que eles falem a língua do amor.
Mas é como se eu falasse amor em francês, e eles em alemão. Um dia, ainda quero aprender alemão. E quando aprender a lingua pura deles, estarei morta e purificada .
Tenho medo de morrer, porque amo muito viver .
Sou como a maioria das meninas que sonham em encontrar um grande amor; mas eu sonho diferente. Meu sonho é chegar em um estado de leveza, em que seja capaz de tocar o céu. Meu sonho é contar todas as estrelas, sem pressa, pra aproveitar e ter bastante tempo enquanto conto.
Gosto de sentir a brisa gelada, que bate na minha janela vinda do mar. Sei que ela vem do mar, porque ela vem cheia de hitórias, que entram na minha cabeça. Cabeça com os cabelos bagunçados, e idéias também.
Quero ter uma casinha, na praia, porque o mar me conta narrativas poéticas, que se transformam em auto críticas e devaneios; que se desfalecem em espirais, e espumam com as ondas que vai e vem . Assim, como o meu espirito, que passeia pelas madrugadas. Enquanto todos dorme, eu sonho e levanto vôo. Bem alto , porque eu gosto de chegar perto de Deus.
E quando isso acontece, as lágrimas escorrem
Sou como mais uma que leva a vida com a barriga, os sonhos na cabeça e o coração no céu e o espírito na Etiópia esperando mais uma vez que a Babilônia caia, e os justos permaneçam.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Hey Daddy - Usher *

Passei o dia inteiro meio aérea, com frio, com frio interno, com medo de errar, com medo de já ter errado. Pensei tanto em tantas coisas e não consegui a chegar em nenhum lugar, ia na janela toda hora olhar pro sereno aparecendo pelos postes, olhando pros carros que ali passavam, pro carro cheio de latinhas presas de um casamento recém acontecido, tanto tempo que não via isso, romantismo ainda existe, veja só! Com medo de perder, assisti a videos, tomei café, e fingi que não tava acontecendo nada, em alguns momentos buscava saída em musicas mais agitadas pra ver se melhorava, mas... Nada. Senti sua falta só. E quis entender o que havia acontecido.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Até onde vai a vontade...


Existem pessoas que sabem exatamente o que dizer, a hora de dizer e como dizer. Como olhar, onde arranhar, onde puxar e como fazer. Talvez a nossa incerta união seja algo muito errado, e o certo não seja a nossa preferencia, e é isso que faz ficar ainda mais interessante. Interessante, assim como é pra mim, assim como me torna interessante quando presta atenção quando ponho os cabelos pra trás, sorrio e me escondo nos teus braços e abaixo a cabeça, sorrindo, pra ele. Se eu me perco no seu olhar, te envolvo no meu, faço se perder e te puxo mais pra perto, ele se dá de presente pra mim e trás de brinde confiança. Eu confio em você, e você em mim, ok? Puxa minha mão, minha cintura, e tem medo de me dizer muita coisa, mas me explica com os olhos. Se quiser eu deixo, não reclamo, e amo, e vivo. Ele me ensina a viver, e viver bem, porque não devemos nada a ninguém. É entusiasmante ser sem medo, esquecer de tudo e ser deixada levar pelas palavras que ele vai soltando perto do meu ouvido, roçando a barba pouca no meu ombro, passando pelo meu ouvido, pescoço, me beijando com timidez, me beijando com vontade, me abraçando com carinho, me abraçando com maldade. Confiança, me entrega confiança, me faz ter lembrança, de pouco tempo atrás. Faz ter saudade, de um momento que passou a tão pouco, que durou muito mas correu tão rápido. Um inicio, uma vontade, que maldade, ele sabe. Só preciso ser eu, e ele precisa ser ele, me levanta, me beija, me olha de todas as formas que sabe olhar. Um beijo no canto da boca, um pedido, alguns planos, sem medo, sem receio. Não precisamos de medo. Diferente do que eu imaginava, digo tchau, querendo um outro dia, uma outra vez, com mais vontade..