Paradoxos.
Sou tímida, muito tímida. A face queima e o estômago dói, mas amo ter a atenção das pessoas e nasci para falar em público. Paradoxo.
Adoro as palavras e adoro mais ainda brincar com elas. Sei mentir muito bem, mas não o faço - ou faço, mas apenas aqui no orkut. Sinceridade é das poucas coisas que tenho para entregar ao mundo. Sou intensa. De extremos. Sempre. Amo ou deixo – e como amo… Sinto-me uma grande boba, e acho que estar assim deveria ser um direito constitucional de todo apaixonado – e me entrego, e sofro quando é necessário sofrer. Já estive, apenas nesta vida, no céu, no inferno e no purgatório, e sobrevivi aos três. Por isso, apesar das dificuldades, sinto-me uma pessoa forte. Tenho cara de brava, e sou. Mas sou também carinhosa e bem humorada. Segundo paradoxo.
Levo a vida a ferro e fogo - a coisa mais verdadeira já dita sobre mim em uma briga. Pavio curto? Como, se nem tenho pavio? Ainda assim, se o mundo desabou e uma pessoa ponderada e calma é necessária, estou lá. É o terceiro paradoxo.
Resolvo os problemas do mundo, mas nem sempre os meus. Quarto paradoxo e chega de contar! Não duvido de nada, mas também não acredito em tudo. Sou cética e religiosa. Seria o quinto paradoxo se estivéssemos contando. Gosto e preciso dos rituais para manter a serenidade e a sanidade. A sabedoria está mesmo na humildade, mas nem sempre sou sábia. Sou uma ameba epiléptica com bolas quando o assunto é esporte mas me sinto a Nicole Scherzinger nas pistas de dança. Amo a adrenalina da competição.
Nunca aprendi cantar, mas toco violão, e ainda serei pianista. Acredito que minhas milhares bandas favoritas e meus cantores prediletos me dão o melhor gosto musical do mundo. Sou uma menina que se encanta com cada nova descoberta e uma idosa que já viu de tudo. Sou uma sonhadora que voa sem tirar os pés do chão – alguém falou em paradoxo? Tenho meus medos, mas ainda acredito que posso dominar o mundo.