terça-feira, 22 de junho de 2010
Sobre amores e reencontros.
Parecia sonho, mas não. Ele realmente estava alí, segurando minha mão, olhando nos meus olhos e falando tudo que eu gosto de escutar. Eu jamais esperaria encontrá-lo numa tarde tão normal. Minhas esperanças já estavam na reserva, quase esgotando. Eu não sei descrever ao certo o que eu senti ao vê-lo alí, mil coisas passavam pela minha cabeça de uma só vez. Vontade de sorrir, chorar, gritar, avisar a meio mundo que ele estava comigo. A música que me faz lembrá-lo não parava de tocar na minha cabeça, meu coração palpitava e tudo que eu tinha planejado pra aquele momento, foi trocado por uma tremedeira incontrolável. Não adianta, não há muitas alternativas, nesses casos a emoção toma conta de uma forma surpreendente. A felicidade que habitava em mim poderia ser comparada à felicidade de uma criança em um parque de diversões pela primeira vez... Até o momento de vê-lo partindo! Na verdade, eu queria mesmo era eternizar aquele momento, congelar e guardar pra mim, como a lembrança daquele verão de 2007, onde tudo isso começou. Ou será que no fundo eu não queria que nada daquilo tivesse acontecido? Nada de reencontros, nada de relembrar, nada de nada. Não sei... Quando se trata de amor, eu nunca sei. Isso é cruel. Embora eu o ame (eu sei que amo), isso não é saudável pra mim. E por conta disso tudo, eu acabo me afastando de outras pessoas, procurando mínimos detalhes pra colocar defeitos, me trancando e atirando a chave pela janela. Não queria deixar de amá-lo. As vezes esse sofrimento se mostra necessário. Quando sinto que algo está se modificando, vou embora de forma sutil, as vezes despercebido até pra mim! Eu só não sei até que ponto vou aguentar todo esse dilema. Outros reencontros acontecerão, porém estou cansando. A esperança que hoje está na reserva, um dia se esgotará. Não vou querer mais ouvir '' eu te amo, mas...''. O que eu quero é um ''eu te amo e ponto''.